terça-feira, 1 de setembro de 2015

Empresa que construía UPA abandona obra e dá calote em funcionários




A obra da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) DE Cruzeiro do Sul (AC) até que teve inicio das obras na data certa (outubro de 2013), mas a previsão de término para agosto de 2014 foi interrompida devido a empresa Ágape, responsável pelo serviço, apresentar um pedido de desistência junto ao governo do estado.

Se a situação já é ruim para a população que não recebeu a obra na data prevista, é ainda mais problemática para os mais de 35 operários, que estão em sua maioria com os salários atrasados há mais de oito meses, como revelou o carpinteiro Antônio de Abreu.


“Eles saíram daqui sem dar nenhuma satisfação para nós, e o pior são nossos documentos que eles não deram nem mesmo baixa na nossa carteira. Não podemos trabalhar em outros locais. Procuramos o Ministério do Trabalho e eles disseram que devíamos procurar um advogado, procuramos , mas a situação ainda é a mesma”, falou.

Os recursos para a construção da UPA são oriundos do Ministério da Saúde, e ultrapassam os R$3,5 milhões. O prédio será construído onde funcionou por muitos anos a Escola Craveiro Costa, no centro da cidade.

Segundo o articulador político do governo do estado em Cruzeiro do Sul, Itamar de Sá, a responsabilidade com os salários dos trabalhadores dessa obra é da empresa Ágape, que recebeu do Governo do Estado o valor inicial de R$400 mil para iniciar os serviços, o que incluía nesse montante o pagamento dos operários.

“O governo do estado não tem nenhuma responsabilidade em relação ao não pagamento de funcionários pela empresa Ágape, que detinha o contrato para construção da nossa UPA, essa empresa venceu o certame licitatório e foi contratada para realizar essa obra. Após o pagamento de duas medições, a própria empresa pediu destrato com o governo do estado do Acre. Isso foi analisado e desfeito o contrato”, explicou.

Itamar explicou que a obra deve ser retomada neste mês de setembro. Segundo ele a empresa que ficou em 2° lugar no processo licitatório foi convocada, mas não quis assumir a obra, sendo passada a vez para a 3ª colocada, que deve iniciar os trabalhos nos próximos dias.

Por Vanisia Nery


Com informações de Alexandre Gomes