sábado, 24 de setembro de 2016

Chico Batista, candidato a vice em Tarauacá, é acusado de estelionato e de usar agricultor como laranja

Chico Batista é candidato a vice-prefeito na chapa de Marilete Vitorino – Foto: Folha do Acre

Depois da suposta compra de votos feita em uma negociata entre a candidata a prefeita de Tarauacá (PSD) Marilete Vitorino e o proprietário da academia Riva Fight Team, Diego Figueiredo, surge agora a denúncia de que o seu colega de chapa, Francisco Feitoza Batista (PP), o Chico Batista, estaria envolvido em um sórdido esquema de estelionato que teria como vítima o agricultor Francisco Silva Góes, morador de um seringal no alto Rio Muru. Góes, segundo o denunciante, também teria sido usado por Chico Batista como laranja para empréstimos diversos.

O caso está registrado em queixa-crime feita por Góes na Delegacia Geral de Tarauacá contra Chico Batista. Essa é a forma que ele encontrou para tentar resolver os sérios problemas com a Polícia Federal, Ministério Público Federal, Banco da Amazônia e outras instituições financeiras onde o candidato a vice de Marilete Vitorino teria feito empréstimos e financiamentos em nome de Francisco Góes.

À autoridade policial, o agricultor contou que fora convidado a trabalhar em uma fazenda de propriedade de Chico Batista executando serviços diversos. Disse que, certo dia, Chico Batista o procurou e pediu para registrar a fazenda em seu nome, alegando que seria político e não podia possuir tais bens, já que a terra em questão teria sido doada pelo Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Por ser vereador à época, Chico Batista não se enquadrava na condição de beneficiário do Incra. Góes aceitou e ficou residindo no local atuando como caseiro da propriedade.