quarta-feira, 28 de setembro de 2016

TARAUACÁ: INDÍGENAS DA ALDEIA PINUYÁ REALIZAM FESTA NESTA SEMANA PARA CELEBRAR 44 ANOS DE FUNDAÇÃO



A terra indígena colônia 27 aldeia Pinuya está completando 44 anos, nos Huni Kui da aldeia Pinuya convidamos cordialmente você e sua família para participar com a gente desse grande evento.

A Terra Indígena colônia 27 começou a ser formada no ano de 1972, com a chegada de três famílias Kaxinawá. O então prefeito de Tarauacá nessa época doou um pedaço de Terra nas margens do igarapé 27 (chamado de Pinuyá pelos Kaxinawá) e ali foi fundada a aldeia Pinuyá. Em 30 de outubro de 1991, a Terra Indígena colônia 27 foi demarcada e homologada com 105 hectares de extensão. No ano de 2002, mais 200 hectares foram comprados pelo Governo do Estado do Acre e acrescidos ao território com medida mitigadora, através do Plano de Mitigação da BR 364.


Esta terra indígena é a menor do Acre, possuindo uma extensão total de 305 hectares, localiza-se a 5 quilômetros do município de Tarauacá e seu acesso dá-se por via terrestre, pelo Ramal Epitácio pessoa. Esta terra que está na incidência dos impactos da BR 364 possui alguns problemas como a pouca quantidade de recursos naturais, sendo a questão da água o principal problema, pois esta terra não possui nenhum rio, somente açudes e um igarapé. Sua área está rodeada de fazendas e o acesso terrestre é bastante complicado durante o período de inverno que deixa o ramal praticamente intrafegável.

TI Colônia 27 - Foto: Ramalho Martins

Apesar de todas as dificuldades esta comunidade destaca-se pela constante busca de transformar sua terra num espaço salubre e ambientalmente equilibrado pois, devido ao pequeno espaço de terra que possuem, a limitação para a produção agrícola e a manutenção do meio ambiente são desafios constantes. destacam-se pela produção de banana onde o excedente É vendido para abastecer os mercados da capital. Destaca-se, ainda, o engajamento político das lideranças locais, destacando-se o prof Assis Txanamashã Kaxinawá e o grande cacique Manoel Gomes Maná Kaxinawá.

É uma comunidade bastante receptiva que procura receber da melhor maneira possível. Qualquer visitante é tratado com muito respeito, e tem a oportunidade de tomar um rapé forte, participar de uma sessão de nixi pae (cipó-ayuasca) e ouvir os ensinamentos dos antigos através das canções tradicionais dos antepassados e das novas canções (em português) cantadas pelos mais jovens.

Alguns projetos vem sendo desenvolvidos pelo governo do estado, FUNAI e SESAI nesta comunidade, destacando-se: projeto de casas populares indígenas, sistema de abastecimento e saneamento, projeto de vigilância, reflorestamento, criação de peixes, entre outros. Também cita-se a construção da "arena" onde são realizadas as festas tradicionais e demais datas comemorativas. A comunidade também possui uma "casa de artesanato" onde os artesãos, em sua maioria mulheres, fazem tecelagem, pulseiras, cordões e outros adereços bastante apreciados pelos nawa (não-índios).

Mulheres tecendo na "casa de artesanato" - Foto: Ramalho Martins

Parabéns aos parentes da TI Kaxinawá da Colônia 27.

Saiba mais história da aldeia AQUI

CACIQUE ASSIS KAXINAWÁ