sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Nome de Gladson Cameli aparece na lista de pessoas que serão investigadas na Lava Jato


“A melhor coisa que aconteceu foi separar o processo, porque eu não devo nada, não recebi dinheiro ilícito. As doações de campanha foram todas declaradas e aprovadas pelo TSE, da mesma forma que aconteceu com o governador Sebastião Viana”, diz Cameli

O governador Sebastião Viana (PT) e o senador Gladson Cameli (PP) foram os dois políticos do Acre que foram acusados de receber propina do esquema de corrupção da Petrobras na forma de doações para campanhas eleitorais. O pedido de investigação contra Viana foi arquivado pelo Superior Tribunal de Justiça (STF), pois as investigações não constaram irregularidades nas contas do petista. Mas Cameli não levou a mesma sorte e aparece na lista de investigados divulgada em reportagem do Jornal O Globo.

Os petistas do Acre comemoraram nas redes sociais, a divulgação da lista que aparece Gladson Cameli, mesmo que o ex-presidente Lula (PT) apareça como o suposto chefe do esquema de desvio de recursos da Petrobras. Apesar da citação, os advogados de Cameli comemoraram o fatiamento do processo. Eles afirmam enxergam como um fato positivo, o fatiamento do processo. Para eles, esta é a maneira mais rápida que o senador do Acre tem para provar sua inocência.

Segundo O Globo, o ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira o fatiamento em quatro do principal inquérito da Lava-Jato, que investiga a existência de uma quadrilha para fraudar a Petrobras. Serão investigadas 66 pessoas – entre elas, o senador acreano, Gladsom Cameli, que aparece lista de trinta parlamentares investigados do Partido Progressista (PP).

PT e PP terão um inquérito cada. O PMDB da Câmara outro e o PMDB do Senado terá outro também. É muita gente no mesmo crime, por isso a decisão do fatiamento. Ao todo, o procurador-geral da república pediu a investigação contra 66 pessoas, sendo 30 pessoas ligadas ao PP; 12 ligadas ao PT; nove ao PMDB no Senado e 15, ao PMDB da Câmara. Gladson Cameli e os demais políticos de PP, PT e PMDB estariam sendo acusados de participar do esquema de corrupção da Petrobras que financiava campanhas eleitoral com o dinheiro da estatal.

Gladson Cameli reafirma que é inocente. “A melhor coisa que aconteceu foi separar o processo, porque eu não devo nada, não recebi dinheiro ilícito. As doações de campanha foram todas declaradas e aprovadas pelo TSE, da mesma forma que aconteceu com o governador Sebastião Viana. A diferença é que o meu pedido de arquivamento não andou. O que aconteceu com o Sebastião Viana vai acontecer comigo, com mais rapidez a partir de agora”, diz Cameli.

O parlamentar afirma que não tem dúvida que será absolvido de todas as acusações. O que tem contra mim é uma acusação de uma pessoa que citou meu nome por causa de 100 mil reais, um reconhecido criminoso que tenta manipular os fatos para escapar dos crimes que cometeu. Me reuni com meus advogados que acreditam que vai ser muito mais rápido provar minha inocência. Meus adversários não têm nenhum motivo para comemorar”, finaliza Cameli.

Ac24Horas