quarta-feira, 5 de outubro de 2016

PP não elege ninguém na capital; Gerlen e Bestene trocam farpas

Inconformado por o PP não eleger um vereador em Rio Branco, o deputado Ghelen Diniz (PP) disparou contra a direção municipal por não ter conseguido organizar uma chapa competitiva. E mirou no ex-deputado José Bestene (PP) como o responsável pelo desastre na Capital, prometendo pedir uma reunião do partido para lhe tirar do comando partidário. “Foi muita desorganização, muita inabilidade”, acusa o parlamentar. Não há uma justificativa para o PP, um partido grande, ser varrido do mapa na Câmara Municipal de Rio Branco, diz. O que mais Ghelen lamentou foi ter o seu candidato Cleudo Paiva (PP) tido uma boa votação e não ter legenda partidária para lhe garantir um mandato de vereador. E debita tudo ao PP.

Quem é ausente não pode reclamar
O presidente do PP, José Bestene, não ficou na defensiva. Acusou o deputado Ghelen Diniz (PP) de nunca ter participado de uma reunião do partido. Como se arvora agora em crítico do PP? “Durante a campanha seis candidatos desistiram, os grandes puxadores de votos falharam, a culpa é minha”? Lembrou com ironia ser presidente do diretório regional e não do municipal.

Não era candidato
O presidente do PP, José Bestene, tem razão. Se os candidatos que prometiam ter 3, 4 mil votos tiveram uma votação bem abaixo, não alcançou a legenda para eleger um vereador, culpa não lhe cabe. Os candidatos é que ganham suas eleições, não é a direção partidária.

Foi uma derrota do PT
Não conheço um petista mais petista que o vereador Valdemir Neto (Cruzeiro do Sul), que não conseguiu se reeleger. No mínimo deveriam ter montado um esquema para sua reeleição. Por ser uma das raras vozes do PT no município. A sua derrota foi comemorada pela oposição.

Derrota fragorosa
A derrota da FPA foi tão fragorosa em Cruzeiro do Sul que só elegeu um vereador.

O que mais o gratificou
Após ser apurada a última urna em Cruzeiro do Sul, o prefeito Vagner Sales (PMDB), comentou que além da vitória do candidato Ilderlei Cordeiro (PMDB), o que complementou a sua alegria foi a derrota do vereador Valdemir Neto (PT), um de seus críticos mais ferrenhos.

Colaborou para a derrota
O fato do deputado federal Alan Rick (PRB) ter trabalhado para outro candidato a vereador da Igreja Batista do Bosque e, principalmente, para o Piaba, com certeza teve influência na derrota da Pastora Sandra Asfury (PDT). Alan Rick e Jamil Asfury travam uma briga antiga.

Espaço diminuído
Com a reeleição do vereador Manuel Marcos (PRB) o deputado federal Alan Rick (PRB) perdeu mais espaço no partido, embora seja o presidente do diretório regional. É que com a vitória do Manuel Marcos, o grupo antagônico da deputada Juliana Rodrigues (PRB) se fortaleceu. O quadro não é bom para quem quer ser candidato a senador em 2018, como o Alan.

A culpa não é do PT
Estão buscando chifre na cabeça de cavalo, para a derrota da oposição em Xapuri. Se o deputado Antonio Pedro (DEM) quer buscar um culpado para derrota do filho Ailson Mendonça (DEM) para prefeito, busque nele e no deputado Chagas Romão (PMDB), que não se uniram.

Sabia-se de cor e salteado
Que o PT usaria a sua estrutura do Estado para eleger o candidato a prefeito de Xapuri, Bira Vasconcelos (PT), todos sabiam. Os votos dos candidatos Ailson Mendonça (DEM) e Elivelton Menezes (PMDB) somados passam dos votos do Bira. Não coloquem, pois, a culpa no vizinho.

Campanha organizada é o caminho
Ao longo da campanha vinha noticiando que a campanha da candidata a vereadora Elzinha Mendonça (PDT), por estar bem organizada seria meio caminho para sua vitória. Foi o que aconteceu. Foi a mais votada dentro da FPA, batendo os favoritos candidatos do PT.

Vamos parar de destilar ódio
Tenho acompanhado algumas manifestações de ódio de participantes da campanha porque os seus candidatos não se elegeram. A eleição acabou. A vida continua. Ódio faz mal ao corpo e ao espírito. Na eleição se perde e se ganha. E nada vai mudar a voz das urnas. Ponto final.

Erro de estratégia
O que mais abalou o PCdoB na campanha foi a derrota para a prefeitura de Tarauacá. Por o vice do prefeito Rodrigo Damasceno (PT) ser do PCdoB. Abatido, o deputado Jenilson Lopes (PCdoB) atribuiu o insucesso aos erros de estratégia política do prefeito petista.

Conturbada politicamente
Na parte política a gestão do prefeito de Tarauacá, Rodrigo Damasceno (PT), foi de fato conturbada. Brigou com os aliados que o elegeram, promoveu demissões em massa, não soube compor as alianças, achando que era o dono da bola. Não era. Tanto que perdeu.

Compra de votos é piada
O prefeito Rodrigues Damasceno (PT) perdeu a eleição porque a sua gestão não tinha uma empatia com a população. A vencedora Marilete Vitorino (PSD) não era a última bolacha do pacote, o que a elegeu não foi nada mais do que uma reação do eleitor ao petismo. A grande piada é o Rodrigo dizer que perdeu porque houve compra de votos. Você pode comprar uma eleição de vereador, de deputado, mas de prefeito é outro jogo, o universo de votos é grande para ser comprado. Principalmente por quem está fora do poder.

Isso foi fatal
Na política tem que se ter lado. O vereador Marcelo Jucá (PMDB) fez um bom mandato por ser um dos poucos a ter posição de independência na Câmara Municipal de Rio Branco. Na campanha apareceu como aliado do prefeito Marcus Alexandre (PT) e isso lhe tirou votos.

Pode ser o diferencial
A vitória do advogado Roberto Duarte (PMDB) como o vereador mais votado de Rio Branco é um sinal de que teremos oposição na Câmara Municipal de Rio Branco, que estava fraquinha de dar dó, após a eleição da vereadora Eliane Sinhasique (PMDB) a deputada estadual.

Para deixar claro
O PSL saiu sim como o partido nanico mais fortalecido na FPA depois da eleição para vereador na Capital. O PT teve 34 mil e 817 votos. O PMDB 13 mil 740 votos. O PSDB com 12 mil 686 votos. E o PSL com 12 mil 505 votos. Em quinto ficou o PDT com 12 mil 297 votos.

O feito da eleição municipal
Levando-se em conta que o PSL existia só no papel e não tinha um vereador, foi um feito.

Devagar com o andor
Os queixumes da deputada Eliane Sinhasique (PMDB) de isolamento na campanha não têm razão no que se referem ao Tião Bocalon (DEM) e Márcio Bittar (PSDB). Ambos tiveram os nomes rejeitados para ser seu vice. Quem não presta para vice não presta para apoiar.

Um dado de campanha
Um fato na campanha da Eliane Sinhasique (PMDB) que não foi divulgado. Seis candidatos a vereador me ligaram para pedir uma menção na coluna e dizer que só pediam votos para eles porque a estrutura do PMDB foi direcionada para apoiar o candidato Roberto Duarte (PMDB). E deve ter ocorrido com mais candidatos.

Há algo errado
Quando não se consegue coesão da chapa de vereadores para a candidatura majoritária é um sinal claro que algo de errado está acontecendo na campanha. E o prejuízo é certo.

A equação é inversa
A vereadora Roselane Sportes (PRP) ficou abalada por não se reeleger e promete abandonar a vida política. A equação é o inverso. Teve 166 votos. Então, a política é que a abandonou.

Não é bem isso
O gestor seja no governo ou na prefeitura é para ser cobrado e responder as cobranças com solução. E a oposição existe para cobrar. Quem tem de apontar solução não é o Legislativo e sim o Executivo. O deputado Raimundinho da Saúde (PTN) tem de entender que este é o jogo.

Questão de estilo
O deputado Raimundinho da Saúde (PTN) entende que tem que se cobrar do governo e procurar solução. Respeito seu ponto de vista, mas não concordo. Ou então o secretário vem ser deputado e o deputado vai ser secretário. Oposição tem que ser sempre muito dura.

Não esperem muita coisa
O cenário do próximo ano é de mais arrocho na economia. Principalmente com a aprovação de um teto para gastos públicos. Isso deverá engessar os prefeitos que vão assumir. Não esperem dos novos prefeitos milagres. E ainda tem o fato de receberem prefeituras sucateadas.

Poucos sabem
Na reta final da campanha aconteceu um fato que poucos sabem. O comando do governo estadual ordenou que os votos dos seus representantes em Senador Guiomard migrassem do candidato Ney do Miltão (PRB), que apoiavam, para a candidatura do André Maia (PSD).

Operação breca o Rocha
Segundo um amigo no governo, jogar no André Maia na chegada foi a única maneira de evitar a vitória da Branca, que as pesquisas apontavam seu crescimento. “A vitória da Branca seria a vitória do deputado Rocha, e isso não nos interessava”, explicou assim a manobra no bastidor.

Primeira derrota
O prefeito James Gomes (PP) nunca tinha sido derrotado numa eleição. Foi a sua primeira vez nesta eleição municipal, onde seu candidato a prefeito Jorge Catalan (PP) ficou no terceiro lugar. Pesou muito contra o Jorge, ele não ter ligação afetiva com Senador Guiomard.

Xadrez familiar
O deputado Heitor Junior (PDT) elegeu a mulher vereadora de Rio Branco. O deputado Raimundinho da Saúde (PTN) elegeu o irmão. O deputado Jamil Asfury (PDT) não conseguiu eleger a mulher. E o senador Sérgio Petecão (PSD) reelegeu a sua irmã a vereadora.

Parece muito claro
Derrotar o prefeito Marcus Alexandre (PT) não seria fácil dentro do contexto desta eleição municipal, por ter caído na graça do povo e ser um administrador bem avaliado. Se a eleição estivesse unida até poderia ter sido mais duro. Só. Também seria favorito para vencer.

A história é implacável
A deputada Eliane Sinhasique (PMDB) se queixa que, no curso da eleição virou uma espécie demaior abandonada pelos aliados. Quem acompanha a coluna lembra-se que disse que, isso ia ocorrer, por ser comum na oposição. O Márcio Bittar (PSDB) e o Tião Bocalon (DEM), quando candidatos a prefeito e a governador sentiram na pele o que é ficarem só durante a campanha. O Flaviano Melo (PMDB), na sua última disputa para o governo ficou falando para as paredes. Para quem está no jornalismo político como estou há décadas, a novidade seria a oposição estar com todos os seus dirigentes na sua campanha. Não conseguiram se unir em torno de uma candidatura única à PMRB, por qual razão iam se unir na campanha? E tem mais, ainda que todos estivessem coesos, ainda assim, dificilmente, o Marcus Alexandre não seria reeleito.