quarta-feira, 5 de outubro de 2016

STJ arquiva investigação sobre governador Tião Viana na Lava Jato

PGR entendeu que o petista não tinha conhecimento de ilegalidade.
Viana era investigado desde 2015 por suspeita de ter recebido R$ 300 mil.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) arquivou nesta quarta-feira (5) a investigação da Lava Jato que tinha como alvo o governador do Acre, Tião Viana (PT), e apurava a se o petista havia recebido propina do esquema de corrupção que atuava na Petrobas, informou a assessoria do tribunal.


Por unanimidade, os 15 ministros da Corte Especial do STJ seguiram a recomendação feita em fevereiro pela Procuradoria Geral da República (PGR) para que o inquérito sobre o governador acreano fosse arquivado.

Viana era investigado desde março do ano passado por suspeita de ter recebido R$ 300 mil em sua campanha ao Senado de 2010 por meio da empresa Iesa Óleo e Gás, uma das fornecedoras da Petrobras.

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou que repassou R$ 300 mil à campanha eleitoral dele. Na agenda do ex-diretor, apreendida pela PF, consta a inscrição “0,3 Tvian” que, segundo Paulo Roberto, é a referência ao pagamento à Tião Viana.

Em sua defesa, Viana afirma que a doação foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Acre e "não tem nada de ilegal".
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No pedido de arquivamento, da PGR, a então vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, reconhecia a ligação entre o repasse e o esquema de corrupção na Petrobras, mas não encontrou provas de que Tião Viana soubesse que o dinheiro doado tinha relação com
os desvios na Petrobras.

Sobre a investigação do governador do Acre, a Procuradoria entendeu que o controle do dinheiro ilegal era da direção do PT, que se responsabilizou pela divisão do que foi arrecadado, destinando uma parte à campanha de Tião Viana ao Senado.
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