segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Moradores de Tarauacá usam barcos para sair de casas alagadas


Ihados, moradores estão tendo que usar barcos para sair de casas alagadas (Foto: Carlos Voz de Ouro/Arquivo pessoal)

G1/Acre - Moradores de Tarauacá, no interior do Acre, estão ilhados por causa do nível do rio que leva o mesmo nome da cidade. O caminho até as casas foi tomado pelas águas do manancial que atingiu 10,50 metros na medição de meio-dia desta segunda-feira (30). Conforme a Defesa Civil Municipal, o rio ultrapassou 1 metro da cota de transpordo, que é de 9,50 metros . A cota de alerta é de 8,50 metros.

O coordenador da Defesa Civil da cidade, Jyensveferpher Jardim, informou que quatro famílias já precisaram ser retiradas de suas casas no bairro Triângulo. No total, 18 pessoas desalojadas foram levadas para o abrigo instalado na escola José Augusto de Araújo.

A moradora do Bairro da Praia, um dos mais atingidos pela enchente, Luciane Menezes, de 21 anos, afirmou que para sair de casa, os moradores da região estão tendo que usar barcos.

Como ela, que mora com a mãe e dois sobrinhos, não tem nenhuma embarcação, está tendo dificuldade para comprar comida e outros itens para casa.

"A água está a uns três palmos para entrar na minha casa e o problema é que voltou a chover. Está sendo bem complicado, porque não temos como sair para comprar nada. Só conseguimos quando passa alguém de barco e dá carona. Moro nesse local há nove anos e subimos a casa em quase um metro de altura depois da última grande cheia, em 2014", contou Luciane.

Moradora do Bairro Praia há mais de sete anos, a aposentada Ilda Louriano da Silva, de 68 anos, relatou a situação. Segundo ela, que mora com o filho, a nora e uma neta, os moradores estão tendo que pagar de R$ 2 a R$ 3 reais para poderem sair das casas com barcos.

"Não tenho barco, então para sair a gente tem que pagar. Daqui de casa até onde não tem água, dá uns cinco minutos de viagem. Está tudo tomado pelas águas", disse ela, que precisou subir o nível da casa em mais de 1,5 metro após a enchente de 2014. "Agora a água já está quase chegando na minha cozinha. E o receio é que o rio continue subindo, porque não para de chover", alegou