sexta-feira, 31 de março de 2017

Com mandado de prisão em aberto, Polícia Civil diz que vereador do AC está foragido

Vereador é acusado de peculato, tráfico de influência e outros crimes. Novo mandado de prisão foi expedido na segunda (27).

Vereador Juruna é acusado de peculato, tráfico de influência e outros crimes (Foto: Divulgação/Asscom Câmara de Vereadores de Rio Branco)

Após a decisão da Câmara Criminal do Acre que determinou a prisão "imediata" do vereador de Rio Branco José Carlos dos Santos Lima, conhecido como Juruna (PSL-AC), na última quinta-feira (23), o juiz de direito Robson Ribeiro expediu o mandado de prisão contra ele na segunda (27), de acordo com o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC).

Segundo a Polícia Civil, responsável pelo cumprimento do mandado, Juruna ainda não foi localizado até a manhã desta quinta (30) e está foragido há dois dias. O G1 entrou em contato com o advogado do vereador, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. A Câmara de Vereadores de Rio Branco informou que o vereador não tem ido às sessões desde a determinação da Justiça de prisão imediata.

Juruna é acusado pelos crimes de peculato, tráfico de influência, corrupção ativa, falsificação de documento público e falsidade ideológica, segundo o TJ-AC. O parlamentar, que chegou a ficar foragido e depois se entregou e ficou dois dias preso, tinha conseguido ser solto por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no último dia 17 de fevereiro.

O TJ-AC informou ainda que Juruna foi condenado há nove anos, cinco meses e dez dias de prisão em regime inicial fechado, e mais 46 dias de multa.

A Justiça havia expedido mandado de prisão contra Juruna no dia 10 de fevereiro. Cinco dias depois, agentes de Polícia Civil foram até a Câmara de Vereadores de Rio Branco para tentar prender o parlamentar. Ele, entretanto, não foi encontrado no local.

A defesa do vereador, de acordo com o TJ-AC, apresentou oito argumentos para pedir nulidade do processo. Entre eles está "nulidade do processo por cerceamento de defesa, em razão do indeferimento de prova testemunhal, violação ao princípio da correlação entre denúncia e sentença, atipicidade do delito de tráfico de influência".


Por Iryá Rodrigues, G1 AC, Rio Branco