terça-feira, 2 de maio de 2017

Diante de juiz, testemunha de defesa de Marilete Vitorino teria revelado esquema de captação ilícita de votos

Em depoimento ao juiz Guilherme Aparecido do Nascimento Fraga, da 5ª Zona Eleitoral, o empresário Grandi Almeida teria confessado em detalhes todo esquema montado para distribuição de combustível em troca de votos para a então candidata Marilete Vitorino (PSD), atual prefeita de Tarauacá, nas eleições municipais passadas. O depoimento, ocorrido na semana passada, surpreendeu a todos porque o empresário, pertencente ao Partido Progressista, que atuou na coordenação de campanha de Marilete Vitorino, estava arrolado como uma das testemunhas de defesa da prefeita e, ao contrário do que se imaginava, admitiu a existência de um suposto esquema criminoso eleitoral.

Por telefone, a prefeita soltou o verbo contra o empresário. Disse que há chantagens e ameaças por trás do depoimento. “Ele (Grandi Almeida) tá com raiva porque, primeiro queria ser secretário de Finanças, depois perdeu uma licitação e entrou com recurso, perdeu do mesmo jeito. E aí queria outras coisas, chantagem, ameaças, e eu não cedo pra bandido, nunca cedi. Tenho certeza que não vai ter provas, não tem como provar. Foi mentira o que aquele bandido disse. Eu tô tranquila.”

O ac24horas tentou durante toda a manhã falar com o empresário, que não atendeu o telefone. Pelo WhatsApp, ele informou que falaria com a reportagem após o almoço, porém não deu retorno às ligações.

“Ele confessou diante do juiz que, sim, que as pessoas foram votar com intuito de retornar e receber gasolina. Ele contou todo esquema lá do posto Pontão. Tem foto, tem tudo”, confirmou Armyson Lee, advogado da Frente Popular de Tarauacá.

Constam no mesmo processo​ como denunciados, Chico Batista, vice de Marilete, e Cleudo Rocha.

Uma nova audiência sobre o caso está marcada para esta semana.

Luciano Tavares, da redação ac24horas