sábado, 8 de julho de 2017

Acusados de matar adolescente e enterrá-lo às margens de rio vão a júri popular no interior do Acre

Justiça determina que nove réus sejam julgados pelo Tribunal do Júri. Crime ocorreu em agosto de 2016 na cidade de Sena Madureira.
O corpo do adolescente João Vitor de Oliveira da Silva, de 13 anos, foi encontrado no dia 7 agosto de 2016 (Foto: 6º Batalhão do Corpo de Bombeiros/Arquivo )
Nove acusados pela morte do adolescente João Vitor de Oliveira da Silva, de 13 anos, encontrado sem um dos braços e enterrado às margens do Rio Iaco, em Sena Madureira, vão a júri popular por homicídio qualificado. A decisão foi assinada pela juíza Andréa Brito e publicada no Diário da Justiça Eletrônico ainda no mês passado. O crime ocorreu agosto de 2016.

Os réus, conforme a publicação, são: Altevir Lopes da Silva, Djair Nogueira Cidrão, Evilano Mota da Silva, Gerlian Lima Rocha, Jerfesson Lino de Lima, Marcos Nascimento da Silva, João Batista Arévila Lira, Jones Ferreira da Silva e Wendson Mendonça da Silva Areal.

O G1 tentou contato com os advogados listados no Diário Oficial, mas não obteve resposta até esta publicação.

O Tribunal de Justiça (TJ-AC) informou que, segundo a denúncia, um dos réus chamou João Vitor em casa e o levou até a beira do rio, local onde os outros o esperavam em uma emboscada. O jovem foi morto com golpes de faca e disparos de arma de fogo.

A mãe da vítima, a autônoma Sebastiana Oliveira, lembra que os nove foram presos em um período de pouco mais de dois meses após o corpo ser encontrado. Ela revela que sabia apenas que um dos envolvidos era “amigo” de João Vitor, que foi a pessoa que o chamou para sair no dia do crime.

Sebastiana diz que ainda não foi notificada a respeito da data do julgamento no Tribunal do Júri de Sena Madureira. “Meu filho não vai voltar, mas graças a Deus eles estão presos. Saber que a Justiça está sendo feita é a melhor coisa que poderia acontecer. Mas, sei que não vão ficar presos para sempre, porque sabemos como são as leis do nosso país”, complementa.
Por Caio Fulgêncio, G1 AC, Rio Branco