terça-feira, 1 de agosto de 2017

Baixa umidade relativa do ar pode provocar aumento de doenças respiratórias

Alergologista dá dicas de como reduzir os efeitos do tempo seco. Últimas semanas, umidade relativa do ar chegou a 30%.
Crianças e idosos são os que mais sofrem com baixa umidade do ar
Nas últimas semanas, o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) tem alertado para a baixa umidade relativa do ar. Isso pode provocar o aumento dos casos de doenças respiratórias e também das queimadas.

Quem mora na Amazônia sabe que na maior parte da região esse período do ano é de seca e a situação se agrava por conta da baixa umidade relativa do ar, que tem ficado abaixo dos 30% nas últimas semanas.

Os portadores de doenças crônicas, como asmas, bronquite, rinite e até portadores de doenças como cardiopatia e dos rins também podem sofre um pouco mais nessa época. Crianças, idosos e grávidas também estão mais suscetíveis”, destaco o médico alergologista Guilherme Pulici.

Ele também destaca alguns cuidados que podem amenizar e evitar complicações. "Hidratar-se bem. "Portadores de doenças respiratórias, por exemplo rinite, usar o soro fisiológico nasal, que ajuda umidificar a mucosa e as medidas caseiras como colocar toalha úmida no quarto, usar um recipiente com água e reduzir os efeitos mais adversos", orienta.

Nas ruas, as pessoas tentam escapar do sol forte como podem. Messia Freitas é mototaxista e passa o dia interior com luva, manga longa e colete. “Todo cuidado é pouco com esse solzão”, argumenta. E pra quem precisa usar paletó? “O calor é demais, mas a gente vai se acostumando. Tem que se adaptar, porque a profissão pede”, completa Aurê Ribeiro Neto, promotor de Justiça.


A baixa umidade relativa do ar não causa apenas a sensação de mais calor, mas também um aumento na busca por atendimentos nos postos e centros de saúde da cidade. A maioria dos pacientes apresenta sintomas de doenças respiratórias.

A dona de casa Jurivanilde Batista procurou atendimento para ela e para a filha. “Eu no momento é dor de cabeça. Aí eu aproveitei que vim trazer ela no médico e vou passar pelo médico também. E ela está sentindo a garganta”, diz.

A pequena Débora, de apenas 21 dias, também está sentindo as consequências do tempo seco. Ela está gripada e a mãe, Antônia de Freitas, a levou para ser atendida na unidade de saúde. “Está com o nariz congestionado, ela não dorme bem, nem a gente. Aí fica difícil”, finaliza.
Por: Jornal do Acre, Rio Branco