terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

“Não morri porque meu irmão atirou nela”, afirma caçador atacado por onça no município

Imagine que você vai caçando na mata e num piscar de olhos uma onça pula em cima de você. O caçador Gustavo Seixas, de 47 anos, passou por essa situação, nas matas selvagens do Rio Chandles, afluente do Rio Purus, em Manoel Urbano, Acre.


“Ela fica mais feroz quando está parida”, disse o caçador que escapou da morte/Foto: reprodução (montagem)

“Estou contando a história porque Deus e meu irmão me salvaram. Não pude fazer nada. Quando dei por mim, a bicha já tinha me derrubado, e me feriu todo”, relata Seixas.

Ele afirma que foi vítima da fúria de uma enorme onça pintada, que estava cuidando do filhotinho. O fato não é recente, mas Gustavo carrega cicatrizes do ataque na cabeça, nos braços e nas mãos até hoje.

No dia do ocorrido, o homem conta que saiu para caçar animais silvestres na companhia de um irmão e, ao abrir um pequeno caminho em uma área de mata nativa, esbarrou com o felino. Gustavo andava na frente e não percebeu a aproximação da onça. “Ela fica mais feroz quando está parida, é tanto que depois que meu irmão atirou ela mesmo baleada foi parar perto do filhote e morreu em seguida”, conta o caçador.

Gustavo foi socorrido pelo irmão e há quatro anos abandonou a moradia no Rio Clandles e passou a morar na cidade de Manoel Urbano, onde nos contou a história do pior momento vivido na zona rural.

Adjenae Pinto